Algumas coisas me irritam mais, outras menos, mas no geral tudo me irrita.
Nos últimos tempos, tenho optado por trazer marmita para o serviço, por uma simples conveniência e contenção de gastos. Aham, é isso mesmo, torrei todo o meu VR em uma semana de regalias e loucuras gastronômicas e agora preciso compensar o resto do mês com minhas singelas marmitinhas.
Trazer marmita é uma tarefa árdua, primeiro porque não sou eu quem prepara... Ah, pessoal, vou tirar esse prazer da minha mãe? Nunca! Deixa ela cuidar de sua bebê aqui, rs. Acontece, que algumas vezes, ela se empolga e perde um pouco a noção das coisas. Eu explico, ela não entende que não é de bom tom para com a vizinhança da copa, trazer peixe, couve-flor, queijo gorgonzola e qualquer outro alimento que seja assim, 'cheiroso'. Ok, primeira etapa vencida, mamãe entendeu o que não pode colocar.
Agora vamos a um outro fato, como não sou eu quem prepara. Cada dia é uma surpresa! Ah que emocionante é ir até a geladeira e abrir a tampinha da tuppeware. Acreditem! É tanto expectativa que muitas vezes sinto palpitações ao me aproximar, rs, e de repente, tcharam!! Tenho quiabo na marmita!! Aeeeeeeeee, obrigada mãe! Eu adoro quiabo, mas feito na hora com um franguinho frito, é ótimo! Mas, na marmita... o pior não é isso, o pior é você sentir que está sendo olhado pelos coleguinhas que também estão ali na copa para comer.
Eles olham com certa curiosidade no começo, mas rapidamente esse olhar se torna inquisitivo, tipo: "O que é isso que você vai comer?", "porque você traz esse tipo de comida pro trabalho?"; "isso ai já morreu?". Aaaaaaaaah, seus chatos. Limitem-se a sua insignificante marmita e deixem-me em paz. E ai, quem precisa de terapia agora?